quarta-feira, abril 05, 2017

Marqueteiros


E Jesus lhes repondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. (Jo 5:17)

Deus está trabalhando, embora a DiaboNews não divulgue isso (essa expressão não é minha; é do Pr. Rozilon Lourenço).

Ontem assisti ao Jornal Nacional, coisa que não faço mais regularmente. Pensando sobre as notícias que ouvi, cheguei à seguinte conclusão: qualquer pessoa “normal” se entristece com a interpretação da realidade dada pela mídia. Não há relato de boas notícias, só tragédias. Ainda bem que há os “loucos” – é assim que Paulo se refere a nós, cristãos – para reinterpretar o que estão a divulgar.

Deus nos chamou para sermos fortes na fé. É isso que se espera de quem tem com Ele uma aliança. Quem é forte na fé sabe que a realidade do Reino, invisível, imperceptível pelos sentidos físicos, é infinitamente mais poderosa do que aquilo que se pode ver ou ouvir. O Reino de Deus está trabalhando. Deus não está parado. Só que seu agir não é visível aos olhos naturais. 

Como disse Jesus, o Reino de Deus é semelhante ao fermento: O Reino do Céu é como o fermento que uma mulher pega e mistura em três medidas de farinhas, até que ele se espalhe por toda a massa (Mt 13:33).É estranho ver o fermento trabalhar. Em muita massa, coloca-se um tantinho de nada de fermento. Se compararmos a quantidade de uma coisa e outra, veremos que é muito estranho o que um pouquinho de fermento consegue fazer com tanta massa. Assim que você o coloca ali, ele desaparece completamente.

Somos o fermento do mundo. 
Muito fermento está colocado neste mundo, muito mais do que podemos imaginar. E esse fermento está agindo.

Quem ouve notícias acerca da corrupção, dos acidentes, dos crimes sem reinterpretá-las enxerga o mundo de uma maneira assustadora. Parece que o crime está aumentando, que as pessoas só pioram, que não há saída, que estamos fritos. Não é verdade.

Não há nada melhor do que jogar luz, muita luz em um ambiente sujo para poder limpar os cantinhos que antes não eram vistos. Quando enxergamos cada compartimento da nossa vida, podemos colocar tudo no lugar certo, dispensar o que estava sobrando, agarrar o que é imprescindível, valorizar o que antes era desprezado. Muita informação está acessível, muitos problemas estão sendo resolvidos, muita maldade sendo exposta e isso está trazendo transformação na sociedade. Hoje sabemos de coisas que antes não sabíamos, vemos coisas que antes não nos eram mostradas. E isso é bom, principalmente quando sabemos o que fazer com cada uma dessas informações.

E o que fazer com as informações? Para começo de conversa, orar a respeito de tudo, tudo mesmo!, e de todas as pessoas. Veja só o que Paulo disse: Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (I Tm 2:1). Como eu amo esse texto! Devemos orar por todos – pelo chefe, pelo Presidente da República, pelo marido. O que acontecerá se o fizermos? Teremos uma vida mansa e tranquila. E como orar? Pedindo ao Senhor que abra os olhos deles, que encha o coração de cada um de compaixão, ajude-os em suas tarefas, ensine-os a tomarem sábias decisões, a se unirem a pessoas de bem, a enxergar quem os atrapalha. Tem gente que ora pedindo que sejam depostos de seus cargos, que sejam punidos, que morram... Fala sério: esse tipo de pedido não é da nossa natureza! Como o nosso Pai, desejamos que todos eles sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. E conhecerão a verdade e a verdade os libertará (Jo 8:32).

O Evangelho tem e é uma palavra de esperança. A vida no Reino é de glória em glória. Tudo tem que estar ficando melhor porque nós estamos aqui, fazendo a nossa parte. Se vemos problemas, devemos lembrar que temos soluções. Cristo em nós, a esperança da glória (Cl 1:27).

Sempre que nos defrontarmos com a tristeza ou a desesperança por conta dos relatos do mundo, devemos dizer: "Deus, o que estás fazendo neste mundo? Ajuda-me a ver". E quando enxergarmos, façamos parte da GodNews. Sejamos portador de boas novas, ajudemos as pessoas a entenderem que Deus está assentado no trono do Universo reinando absoluto e que por meio de nós ajuda e abençoa pessoas. Como Ele disse a Abraão, eu repito: Sê tu uma bênção! Nós somos uma bênção. Agora, para ajudarmos as pessoas, devemos prestar atenção no que Deus está fazendo e propagar as notícias do Reino, sendo bons  e eficientes marqueteiros de Deus.


quinta-feira, março 16, 2017

A Mensagem e o Fruto

Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai, sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus; Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós. E vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo. De maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na Macedônia e Acaia. (I Ts 1:2-7)

Se estivermos atentos ao que as pessoas dizem, ouviremos mais do que suas palavras, conheceremos seu coração. Paulo revelou muito de seu coração nas cartas que escreveu. Fico impressionada ao ver o seu amor pelas igrejas, sua seriedade no ministério, seu zelo na fé.

Encontramos várias orações nas cartas de Paulo. Em todas ele inicia dando graças: “Sempre damos graças a Deus por vós todos. É interessante perceber isso, porque algumas igrejas pareciam estar em ótima fase, como a de Efésios, mas outras, como a de Coríntios, nem tanto. Mesmo assim, ele sempre se lembra delas e agradece pelas coisas boas que pôde encontrar naquele povo. Vejo aqui duas lições para mim: orar sempre por algumas pessoas, sobretudo por aqueles a quem estou diretamente relacionada, e sempre começar com ações de graça. Essa é uma arma muito poderosa. Temos que concentrar nosso olhar nas coisas boas para dar graças. Parar diante de Deus para agradecer por alguém transforma nossas exigências, nossas expectativas, nossos julgamentos, faz-nos focar no melhor, e não no pior das pessoas.

Agora passo ao que mais me chamou a atenção no texto acima: a responsabilidade de alguém que transmite a palavra e o fruto decorrente de sua mensagem. Estou convicta de que na maior parte das vezes a falta de fruto nos que ouvem a pregação não é culpa deles mesmos, mas daquele que prega. Veja só o que Paulo diz: “Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.” A pregação de Paulo consistia em muito mais do que uma boa mensagem. Ele amava as pessoas a quem pregava e dizia aquilo que o Espírito Santo queria que fosse dito, por isso aquilo vinha acompanhado de dois ingredientes: poder e muita certeza. Sem poder a mensagem é só mais uma historinha e sem certeza não se convence ninguém. E por que algumas mensagens vêm desacompanhadas desse poder? Porque falta ao pregador convicção. Antes de dizer algo, é necessário receber revelação daquilo em nossa própria vida, experimentar, compreender a importância do que se recebeu e se pretende transmitir.

Lembro-me de um conselho de Paulo a Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado.” Antes de nos apresentarmos aos homens, sempre nos apresentamos a Deus. Antes que a palavra chegue à nossa boca, Ele já a conhece, por isso confirma com Seu poder e Sua unção ou nos reprova. Paulo revela neste capítulo uma consciência tranquila quanto a estar aprovado diante de Deus, por isso, ainda que o fruto não venha porque o ouvinte não deu crédito à Palavra, ele sabe que fez o que deveria.

E aqui estão os frutos da pregação de Paulo: “Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.” A pregação da Palavra genuína gerou fé naquele povo, por isso seu amor foi acompanhado de obras, não ficou apenas no “blá-blá-blá”, e também lhes deu firmeza. Em outra versão da Bíblia, o texto “paciência da esperança” foi traduzido como “firme esperança”, ou seja, o que ouviram se transformou em convicção, em um alicerce forte. E mais: eles não estavam vivendo um tempo tranquilo. Tessalônica estava vivendo um tempo conturbado, como quase todo o mundo naquela época, mas eles receberam a mensagem com alegria.

Só para terminar, lembro-me aqui de uma advertência de Tiago aos que pregam: “Caros irmãos, não vos torneis muitos de vós mestres, porquanto sabeis que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor” (Ti 3:1). Paulo escreveu: “Vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor.” Precisamos de redobrado cuidado para vivermos o que pregamos, porque, além do fato de que seremos julgados por isso, não podemos nos esquecer de que pessoas estão olhando para nós e imitando nossas ações. Esse não é um lembrete somente para quem ensina em algum lugar, mas algo que, como pais, devemos lembrar. Certamente nossos filhos reproduzirão o que veem em nós muito mais do que o que dizemos a eles.

Qual foi o resultado desse trabalho de Paulo? “De maneira que fostes exemplo para todos os fieis.” Que glória! Imaginem o que é para os pais ouvirem dizer que seus filhos são um exemplo para o mundo inteiro!?! Não há alegria maior. E imaginem o que é para um pregador saber que sua mensagem rendeu tantos frutos, mudou vidas, cidades, nações!?!

quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Que Nome!

Jesus andava visitando todas as cidades e povoados. Ele ensinava nas sinagogas, anunciava a boa notícia sobre o Reino e curava todo tipo de enfermidades e doenças graves das pessoas. Quando Jesus viu a multidão, ficou com muita pena daquela gente porque eles estavam aflitos e abandonados, como ovelhas sem pastor. Então disse aos discípulos: A colheita é grande mesmo, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao dono da plantação que mande mais trabalhadores para fazerem a colheita” (Mt 9:35-38).

Alguns dias as minhas meditações mexem tanto comigo que não me aguento, preciso compartilhar. Então vamos lá!

O Filho de Deus veio à terra e fez o que pôde para diminuir o sofrimento dos homens: alimentou, curou, ensinou, encheu a todos de alegria e esperança. Mas na terra Ele era um só, quer dizer, limitado no tempo e no espaço. No corpo, não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo, mas conhecia a necessidade dos homens e quando viu seu sofrimento e o tamanho do trabalho a fazer, encheu-se de compaixão e disse a seus discípulos: A colheita é grande mesmo, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao dono da plantação que mande mais trabalhadores para fazerem a colheita. Imagine o que é o Deus que é puro amor ter seu coração cheio de compaixão, que coisa poderosa!

A história segue com este versículo incrível: Jesus chamou os seus doze discípulos e lhes deu autoridade para expulsar espíritos maus e curar todas as enfermidades e doenças graves (Mt 10:1). Jesus enviou esses doze homens [...] (Mt 10:5). Como Jesus nos ensina! Como Ele é maravilhoso! Veja só, para começo de conversa, Ele compartilhou da sua própria autoridade, do seu próprio poder com gente que ainda nem estava preparada. Em Mateus 17, os discípulos perguntam a Jesus por que não conseguiram expulsar o demônio de um menino e Ele responde que foi por causa da falta de fé. Quer dizer, sete capítulos depois daquele que relata o envio dos discípulos, outro realça que ainda eram deficientes na fé. Mas Jesus não esperou que estivessem prontos. Ele os enviou para que fizessem o que fossem capazes de fazer.

Recebemos de Deus diferentes dons e estamos em diferentes níveis na caminhada. Alguns são mais maduros; outros, nem tanto. Alguns são mestres, chamados para ensinar; outros, chamados para o ministério de socorros, ou seja, para ajudar. Alguns se dedicarão exclusivamente à obra, outros a desempenharão no desenrolar da própria vida. O importante é que todos podem e devem ajudar a minorar as necessidades do próximo.

Compaixão! Ah, como o mundo precisa disso! Como eu preciso disso, de receber e de manifestar! Preciso da compaixão de Deus e dos outros, do auxílio, do amor! E preciso me mover em direção aos outros movida por compaixão e, assim, auxiliá-los, amá-los, doar-me.

Imagino o senso de valor que possuiu os discípulos quando Jesus compartilhou com eles Sua autoridade, dizendo: “Vão e usem meu nome!” Alguns nomes abrem portas na terra. Quando algumas pessoas dizem: “Sou filho de Fulano”, tapetes vermelhos são estendidos, as pessoas faltam se curvar. Mas isso só vale nos lugares onde o Fulano tem influência, é conhecido e, normalmente, enquanto está vivo. Entretanto, ao nome de Jesus se dobrará todo joelho no céu, na terra e embaixo da terra e sua influência jamais terminará, seu poder jamais terá fim. Que delegação poderosa!

Como discípulos de Jesus, podemos e devemos fazer a nossa parte. Já temos a autoridade necessária: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão (Mc 16:17,18). E como pessoas que se relacionam com outras, devemos lembrá-las de que elas podem ajudar, o mundo precisa delas.

O trabalho continua sendo muito, a seara está cada vez maior, mas pode ficar um pouquinho menor se cada um se envolver e ajudar.

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Até que...

[...] porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir (Jr 1.12).

Você provavelmente conhece a história do Pai da fé, Abraão, alguém que recebeu uma promessa – isto mesmo: 1 (uma) promessa – e a agarrou tão firmemente que, quando o tempo oportuno chegou, estava preparado para seu cumprimento.

Estudiosos da Bíblia resolveram fazer uma contagem do número de promessas nela contidas. Há uma edição da tradução de João Ferreira Almeida que se chama “Bíblia de Promessas”, onde estão sublinhadas mais de 1.100 delas, distribuídas em 71 temas.

É claro que Deus não precisava prometer nada para mim e para você. Ele é Deus! Mas Ele quis prometer, porque é Seu desejo nos abençoar. Ele ama o mundo inteiro, deseja que todos sejam salvos, cheguem ao pleno conhecimento da verdade, andem na luz, sejam prósperos, tenham paz, alegria e toda sorte de coisas boas. Ou seja: jamais desejou que o homem passasse por sofrimento. E como sabe que aflições virão de qualquer maneira porque estamos no mundo, deu-nos alento em Suas promessas. Por que prometeu? Para nos animar, para estimular nossos sonhos e nossa confiança, para que vivamos com esperança.

Nós pais sabemos bem o poder de fazer promessas aos nossos filhos. Eles amam se lembrar delas e, acima de tudo, amam nos lembrar delas. Como mãe, eu ficava mais ansiosa do que meus filhos para entregar seus presentes de natal. Mal podia esperar para ver seus olhinhos brilharem, seus pulos de alegria e sorrisos. Como eu me alegro com a alegria deles! Deus se alegra ainda mais com a nossa alegria.

Se Deus prometeu algo a nós, podemos confiar totalmente. É impossível que Ele minta. A Palavra diz: Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para a glória de Deus, por nosso intermédio (II Co 1:20). Deus só promete o que está disposto a cumprir. Não é como nós, que, às vezes, prometemos e esquecemos, ou prometemos e não temos capacidade de cumprir por uma contingência qualquer ou por termos sido precipitados no falar. Não há contingência que impeça Sua obra e nem precipitação no Todo-Poderoso.

Saber disso deve mudar nossa postura, nossa oração, edificar nossa fé. Não precisamos fazer campanha, gemer e chorar, pôr a cara no pó para Deus cumprir suas promessas. É claro que Ele vai cumprir! Só precisamos parar de precipitação, aguardar Sua obra e não atrapalhar, porque Ele trabalha no tempo perfeito. A promessa só se cumpre quando chegou a hora de se cumprir, o momento exato.

Veja o texto do post: Porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir (Jr 1.12). Sabe o que isso significa? Não só que Ele deseja cumprir Suas promessas, mas que está atento, como um guardião, para realizar aquilo que prometeu. Velar quer dizer não dormir, ficar de vigia, permanecer como uma sentinela. Deus não entregará suas promessas depois da hora. Ele nunca se atrasa.

Não duvide. É muito triste quando duvidam de nós, não é mesmo? Se você espera alguma coisa de Deus – e vale a pena conhecer cada uma de suas promessas e esperar o cumprimento de cada uma delas –, confie. De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). Quem duvida não alcança. Mais cedo ou mais tarde sabota sua própria espera. Pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor coisa alguma; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos (Ti 1:6,7).

Se eu tenho prazer em cumprir minhas promessas e abençoar meus filhos, quiçá Deus! Glorificado seja o Senhor, que se compraz na prosperidade do seu servo (Sl 35:27). Nenhuma de Suas promessas cairá por terra. O Pai bondoso jamais se atrasa!

Preciso lembrar, porém, que esperar nem sempre é bom, sabemos disso. E o que fazer quando a espera for dolorosa? Que tal conversar com Deus sobre isso, lembrar-Lhe do que prometeu: Ó vos, os que fazeis lembrar ao Senhor, não descanseis, e não lhes deis a Ele descanso até que [...] (Is 62.6,7)? Quando estiver aflito pelo cumprimento de uma promessa, faça o que fez Habacuque: Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei para ver o que Deus me dirá e que resposta eu terei à minha queixa (Hb 2:1). Diga a Ele o que sente, como tem pressa em que Suas promessas se cumpram. Pode chorar, pode reclamar para Ele – só para Ele –, porque Ele conhece o seu coração. Depois de um tempo de oração, é impossível não sair dali melhor. Ouça o que Ele lhe dirá, porque, por certo, responde. Suas palavras darão consolo, paz e novas forças para prosseguir na caminhada até que as promessas cheguem, porque é assim mesmo: elas chegarão. Com certeza, chegarão! Só precisamos ter paciência para aguardar até que...

segunda-feira, janeiro 23, 2017

Tem jeito para tudo

Sei que venho e vou por assuntos aqui no blog e que parece que não sigo uma linha de raciocínio, mas quero que você saiba que, antes disto aqui ser um texto que quero compartilhar com você, é a minha meditação diária. Por isso os assuntos vêm e vão. Eles têm muito a ver com o momento que estou vivendo, com as minhas orações, com minhas leituras devocionais...

Hoje fui muito abençoada por um texto do meu blog chamado Dia Primeiro, de 2013, que fala sobre a bênção que Salomão recebeu por ser filho de Davi. Se interessar, depois dê uma passadinha lá.

Deixe que eu conte um pouquinho da história da família de Davi para você. Nascido numa família simples da tribo de Judá, esse rapazinho não era dos filhos mais ilustres. Quando o profeta chegou à casa de Jessé para ungir um de seus filhos rei, Davi foi o último a ser lembrado. E se seu pai demorou a se lembrar dele, seus irmãos não demonstraram mais consideração. Uma vez, quando foi levar lanche aos seus irmãos que estavam acampados servindo o exército, foi escorraçado por um deles.

Davi teve várias mulheres e filhos. Se perguntarmos a muito estudioso da Bíblia qual seria o candidato a Pai Fracassado da História, tenho certeza de que muitos citarão Davi. Por quê? Porque na história da família dele há: um filho que estuprou sua meia-irmã; um filho que assassinou esse meio-irmão estuprador e que depois lutou para tirar o pai do trono; um filho que usurpou o trono, promoveu uma rebelião e tentou se autointitular rei antes que Davi passasse o trono a seu filho Salomão. Além disso, Davi passou anos sem falar com seu filho assassino, Absalão. 

Você incluiria um homem como esse na lista de Pai do Ano? Eu não incluiria, não, mas Deus incluiu. Aqui vale aquele texto: Agora, meus irmãos, lembrem do que vocês eram quando Deus os chamou. Do ponto de vista humano poucos de vocês eram sábios ou poderosos ou de famílias importantes. Para envergonhar os sábios, Deus escolheu aquilo que o mundo acha que é loucura; e, para envergonhar os poderosos, ele escolheu o que o mundo acha fraco (I Co 1:26,27).

O que Deus pode fazer na vida de uma pessoa é tão extraordinário que nenhum pai da Bíblia deixou herança maior do que Davi. Jesus, o próprio Filho de Deus, foi chamado de Filho de Davi. Espiritualmente e fisicamente, não houve ninguém que legasse maior glória, honra e bênçãos. Salomão herdou um trono, riqueza incalculável, um nome: filho do grande rei Davi, promessas extraordinárias, uma nação em paz, um reino unificado, uma equipe de governo pronta, uma atmosfera de adoração preparada. Veja só a promessa que ele recebeu: E, quando você [Davi] morrer e for sepultado ao lado dos seus antepassados, eu colocarei um dos seus filhos como rei e tornarei forte o reino dele. Será ele quem construirá um templo para mim, e eu farei com que os seus descendentes governem para sempre. Eu serei o pai dele, e ele será meu filho. Quando ele errar, eu o castigarei como um pai castiga seu filho. Porém não retirarei dele o meu amor, como fiz com Saul, para que você pudesse ser rei. Você sempre terá descendentes, e eu farei com que o seu reino dure para sempre. E a sua descendência real nunca terminará (II Sm 7:12-16). Quem poderia imaginar que um pai com tantos problemas seria o maior abençoador de sua descendência de todos os tempos?

Como essa palavra me traz alegria! Sabe o que eu vejo por esse exemplo? Para tudo tem jeito. Todo mundo erra, todos temos do que nos arrepender: às vezes, por atos; às vezes, por omissões. Mas se Deus está envolvido na nossa história, nada está perdido. Enquanto há vida, há esperança. Deus pode transformar um fracasso em sucesso, um solitário em alguém que vive em família, a estéril em alegre mãe de filhos. Ele transformou Sara, fazendo-a dar à luz mesmo depois de ter se tornado velha e de fisicamente nem poder mais – foi milagre!

Deus é especialista em causas impossíveis, resolve casos inimagináveis, muda histórias tão completamente que é difícil até entender. Pensa aqui comigo de novo: como pôde o Filho de Deus escolher fazer parte da linhagem do maior candidato a pai fracassado? Entre tantos homens, Jesus escolheu dizer de si mesmo que era Filho de Davi. É ou não é um resgate extraordinário na história de alguém?

Anime-se. Nem tudo está perdido. Deus pode e quer transformar a nossa história.

Qual o segredo de Davi? Como ele conseguiu deixar uma herança tão poderosa? Ele era um adorador quebrantado. Amava a Deus, desejava relacionar-se com Ele, ansiava por Sua presença: Assim como o corço deseja as águas do ribeirão, assim também eu quero estar na tua presença, ó Deus! Eu tenho sede de ti, o Deus vivo! Quando poderei ir adorar na tua presença? (Sl 42:1,2).

Se Deus estiver envolvido na nossa vida, podemos ir muito mais longe do que sequer poderíamos imaginar. Com Deus, tudo tem jeito!

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Decisão de Ano Novo


Como todo mundo, todo começo de ano, também faço planos – depois das festas de natal e de férias na praia, é claro que emagrecer está entre eles (rsrsrs). Todos nós pensamos, ainda que ligeiramente e que nem levemos a sério depois, em como enfrentaremos as próximas horas, dias, meses de forma a fazer deste ano O Grande Ano da nossa vida.

Entre os planos relativos à vida espiritual, na maioria das vezes, estipula-se: ler toda a Bíblia. Se você tomou essa decisão, parabéns! Começou muito bem! Minha filha me pediu para comprar para ela um livro cujo título é: "O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota". Ler a Bíblia, com certeza, é “requisito prévio” – perdoem-me a redundância – a qualquer coisa que esse livro diga. 

Para quem nunca leu a Bíblia toda, indico o livro de Provérbios para começar. São 31 capítulos, um para cada dia do mês – como já passamos da metade de janeiro, digamos que começamos atrasados. Mas nem é bem assim, não. Não estou muito nessa história de meta fixa de leitura. Às vezes, leio vários capítulos; às vezes, paro em um pequeno trecho.

Hoje quero concentrar nosso papo em um pedacinho. Então, vamos conversar sobre um pouquinho do primeiro capítulo. Espero motivá-lo a ler a Bíblia!

Assim começa o primeiro capítulo de Provérbios: 1Provérbios de Salomão, filho de Davi e rei de Israel. 2Estes provérbios nos ajudam a dar valor à sabedoria e aos bons conselhos e a entender os pensamentos mais profundos. 3Eles nos ensinam a vivermos de maneira inteligente e a sermos corretos, justos e honestos. 4Podem também tornar sábia uma pessoa sem experiência e ensinar os moços a serem ajuizados. 5Estes provérbios aumentam a sabedoria dos sábios e orientam os instruídos, 6fazendo que entendam o significado escondido dos provérbios e dos ditados e compreendam os mistérios que os estudiosos procuram explicar. 7Para ser sábio, é preciso primeiro temer a Deus, o Senhor. Os tolos desprezam a sabedoria e não querem aprender.

Só esse pedacinho do primeiro capítulo já nos revela que a beleza e a grandeza da vida dependem de nossas decisões. Veja que no verso 3 está escrito: [Estes provérbios] nos ensinam a vivermos de maneira inteligente. Quer dizer, há muitas maneiras de viver. Há quem viva como um tolo, mas há quem viva de maneira inteligente. Quem define somos nós. Ninguém está fadado a viver como um tolo e ninguém viverá como sábio se não perseguir a sabedoria. E aí vai o marketing que o livro faz de si mesmo: 5Estes provérbios aumentam a sabedoria. Será que isso convenceu você a ler o livro? A mim, sim.

Olha só o que é possível conseguir com a leitura desse livro: 2Estes provérbios nos ajudam a dar valor à sabedoria e aos bons conselhos e a entender os pensamentos mais profundos. 3Eles nos ensinam a vivermos de maneira inteligente e a sermos corretos, justos e honestos. 4Podem também tornar sábia uma pessoa sem experiência e ensinar os moços a serem ajuizados. 5Estes provérbios aumentam a sabedoria dos sábios e orientam os instruídos.

Primeiro quero fazer referência às pessoas que podem ser beneficiadas. Os Provérbios podem ajudar: as pessoas sem experiência, os moços e também os sábios e instruídos. Quer dizer, serve para quem sabe tudo, serve para quem sabe nada; serve para quem é maduro, serve para quem é imaturo; serve para quem é jovem, serve para quem é experiente – depois dos 40, não chamo ninguém de velho, entendeu? Experiente: ô palavra bonita essa! (Rsrsrs)

Voltando: os provérbios nos ensinam a dar valor à sabedoria e aos bons conselhos. Fala sério, tem gente que não dá valor à sabedoria? E não é que tem!!! E tem gente que não dá valor aos bons conselhos? Na verdade, tem gente que não dá valor a conselho algum. Ontem fui dar uma olhadinha no Facebook – minha resolução de novo ano é dedicar menos tempo a isso – e li a seguinte frase: “Sabe a diferença entre pizza e a sua opinião? É que pizza eu peço.” Aff! Mas é assim mesmo: tem gente que não quer a opinião de gente mais sábia e experiente – eu nem chamo isso de opinião, mas de conselho; muitas pessoas devem ser ouvidas com atenção, porque o que falam é precioso demais.

Os provérbios nos ensinam a valorizar coisas que não valorizamos, a viver de maneira inteligente. Não devemos deixar a vida nos levar, não. Devemos direcioná-la para um grandioso futuro. E também nos ensinam a sermos corretos, justos e honestos. Decisão nobre: este ano, buscar ser mais correta – ai, como desejo errar cada vez menos! –; mais justa – sobretudo com os meus filhos –; e mais honesta – ponto final. (Rsrsrs)

No que somos inexperientes, podem nos tornar sábios; naquilo que somos imaturos, podem nos orientar; naquilo em que já somos experientes, ainda mais sábios. E agora vem o ápice: 6fazendo que entendam o significado escondido dos provérbios e dos ditados e compreendam os mistérios que os estudiosos procuram explicar. Podem nos fazer compreender mistérios, coisas que nem os estudiosos sabem. É muita riqueza mesmo! Chique no último!

E aqui se encerra a primeira parte, dizendo por onde começar: 7Para ser sábio, é preciso temer a Deus. Os tolos desprezam a sabedoria e não querem aprender. Invertendo a frase: só um tolo não tem como meta crescer em sabedoria – tô fora! –, mas quem quer ser sábio deve começar por temer a Deus. É claro que não é possível temer alguém a quem não se conhece. Então, devemos começar por conhecer a Deus para poder temê-Lo.

Boa decisão de ano novo: empreender uma busca por conhecer a Deus para temê-Lo e assim crescer em sabedoria. Se aumentar a minha sabedoria este ano, o bônus será poderoso: Eu [a sabedoria] amo aquele que me ama; e quem me procura acha. Tenho riquezas e honras, prosperidade e justiça. O que eu ofereço vale mais do que o ouro fino e é melhor do que a prata mais pura. Eu ando no caminho da honestidade e sigo os passos da justiça, dando riqueza aos que me amam e enchendo as suas casas de tesouros (Pv 8:17-21).